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Ciencia España
Salamanca, Lunes, 16 de enero de 2012 a las 13:59

Administrar melhor os ativos intangíveis ajudaria pequenas e médias empresas a inovar

Especialista em inovação apresenta os dados de uma pesquisa na inauguração da parte presencial do Mestrado em Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia da Universidade de Salamanca
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JPA/DICYT A chave para mudar o modelo econômico espanhol está em que as pequenas e médias empresas inovem e para conseguir o financiamento adequado é fundamental que valorizem seus ativos intangíveis e seu capital intelectual, segundo um estudo elaborado pela Universidade Autônoma de Madri (UAM) e apresentado hoje em Salamanca. Paloma Sánchez, catedrática de Economia Aplicada da instituição acadêmica de Madri e responsável pela pesquisa, inaugurou hoje a parte presencial do Mestrado em Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia da Universidade de Salamanca, e propôs a realização de relatórios que avaliem o potencial das pequenas e médias empresas.

 

O trabalho de pesquisa foi desenvolvido na Cátedra UAM-Accenture entre 2010 e 2011. “O objetivo é ver em que medida podemos utilizar a inovação para modificar o modelo produtivo espanhol. No primeiro ano consultamos especialistas para saber que coisas devíamos mudar no país para que a inovação fosse um motor de mudança do modelo produtivo e detectamos que uma das principais barreiras era a falta de financiamento para as pequenas e médias empresas”, explicou a especialista a DiCYT.

 

No segundo ano, “exploramos o que se pode fazer para que as pequenas e médias empresas obtenham com mais facilidade recursos financeiros para inovar. O resultado de nosso estudo demonstra que deveriam administrar melhor seus ativos intangíveis, seu capital intelectual, e elaborar um relatório sobre eles para apresentá-lo às instituições financeiras”, comenta.

 

Este relatório deveria conter certas características de homogeneidade, rigor e possibilidade de verificação externa. Por exemplo, “um intangível para uma empresa é a confiança e a fidelidade de seus clientes. Se a empresa chega ao banco dizendo que 80% de seus clientes estão contentes, o banco não pode comprová-lo, mas se esta informação está fundamentada em documentos realizados de uma maneira padrão e o relatório foi verificado por especialistas independentes que dizem que os mecanismos seguidos pela empresa para comprovar que seus clientes estão satisfeitos são corretos, isso já pode ter um valor”, afirma.

 

Na opinião de Paloma Sánchez, é importante conscientizar as pequenas e médias empresas sobre a necessidade de inovar. “Na Espanha temos cerca de 40.000 empresas inovadoras e a maioria são grandes, já sabem que a inovação é rentável e que, se querem continuar no mercado, devem seguir assim. No entanto, as pequenas e médias empresas não estão convencidas disso, é preciso fazer um esforço e a ação política deve ser mais dirigida a elas”, afirma.

 

No estudo propõem-se algumas ações que apoiariam a inovação e que “não são necessariamente caras, não implicam aportar às pequenas e médias empresas muitos recursos, e sim um trabalho de difusão, de fazer chegar mensagens à sociedade de que isto é chave e as pequenas e médias empresas podem inovar”, afirma.

 

A especialista assegura que para inovar não é imprescindível fazer P&D. “Uma empresa pode inovar adquirindo conhecimento que outras desenvolveram e aplicá-lo em seu processo produtivo. Isso é, pode gerar novos produtos, novos processos e novas formas de organização, nutrindo-se do conhecimento desenvolvido por outros. Esse é o tipo de mensagem que se deve fazer chegar e, sobretudo, que implicará ganhar dinheiro sem precisar do aporte de fundos adicionais, é uma mensagem útil em tempos de recortes, comenta.

 

O Mestrado em Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, organizado pelo Instituto de Estudos da Ciência e da Tecnologia (eCyT) da Universidade de Salamanca, que após sua parte “on line” inaugura agora sua parte presencial, possui mais de vinte alunos a serem formados em questões de gestão, comunicação e política científica. O objetivo deste mestrado e de outros é “formar profissionais que sejam capazes de levar a inovação às empresas ou às instituições nas que possam trabalhar”, assegura a especialista.

 

Paloma Sáchez é doutora em Ciências Econômicas, Técnica Comercial e Economista do Estado. Catedrática de Economia Aplicada da Universidade Autônoma de Madri, representou a Espanha no Comitê de Política Científica e Tecnológica da OCDE de 1985 a 2002, e presidiu este comitê entre 1991 e 1993.

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