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Ciencia España
León, Martes, 13 de mayo de 2008 a las 12:00

Cerca de duas mil plantas possuem substâncias potencialmente inseticidas

Alunos de Biologia participantes no VII Congresso de Fisiologia Vegetal Aplicada debatem sobre os métodos naturais para controlar doenças e pragas na agricultura
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IGC/DICYT Atualmente são conhecidas aproximadamente duas mil plantas com substâncias que podem ser usadas potencialmente como inseticidas naturais, que se eliminam rapidamente e não passam à cadeia trófica, e, portanto aos humanos. A pesquisa neste âmbito tem como objetivo estudar a maneira de produzir estas substâncias em maiores quantidades, ainda que alguns inseticidas comercializados já contenham estes elementos. Assim manifestaram hoje os estudantes de Biologia participantes do VII Congresso de Fisiologia Vegetal Aplicada da Universidade de Léon, que puderam refletir sobre os métodos naturais para controlar pragas e doenças na agricultura.

 

De acordo com Teresa Moradillo, uma das estudantes e oradoras do congresso, os inseticidas de origem vegetal têm origem nos metabolitos das plantas, são substâncias concretas que pertencem ao metabolismo secundário e que são produzidas como meio de defesa. Algumas das mais conhecidas são a azadiractina (que se extrai da árvore de nim, de origem tropical e subtropical); a rotenona (proveniente de raízes tropicais leguminosas) e as piretrinas (presentes no extrato de piretro de certas flores de crisântemos). “São conhecidas mais de 2.000 plantas com substâncias de efeito potencialmente inseticida”, resume Moradillo.

 

Entre as suas vantagens, Moradillo destaca que “sendo naturais degradam-se rapidamente”, pelo que “não passam à cadeia trófica através da água e não se acumulam no organismo como o DDT”, que tem uma vida média de um século. A contrapartida é que são muito específicos, e, portanto “é preciso estudar as condições edafoclimáticas do lugar para saber se podem combater a praga”. Entre as dificuldades que enfrenta a sua pesquisa estão a homologação dos extratos das plantas e a sua obtenção, já que “as plantas não os produzem de forma regular e nem em todas as épocas”.
 

 

Doenças da videira

Cristina Castro, outra aluna, falou das diferentes doenças que afetam a videira, assim como das substâncias (naturais e químicas) para combatê-las. “O problema das doenças fúngicas é que muitas são causadas por associações de fungos e têm sintomas erráticos”, disse. “Colapsam os vasos, o que impede que cheguem os nutrientes aos frutos, pelo qual quando se detectam os sintomas a colheita pode estar já perdida”. De acordo com Castro se utilizaram vários antifúngicos, mas o mais difícil é diagnosticar o fungo que afeta os cultivos. As cicatrizes de poda e os ataques de herbívoros são duas das principais vias de transmissão destas doenças entre videiras. As zonas amenas com umidade, como a província de Léon, são zonas propícias para que se propaguem estas doenças.

 

Por outro lado, Carles Mir, também estudante e orador, falou sobre o controle das ervas daninhas na agricultura biológica. “O importante é não tentar erradicar as ervas daninhas, mas considerá-las como parte de um agro-sistema”, disse Mir, uma vez que “mantém um equilíbrio no solo”. Para controlar as ervas daninhas na agricultura ecológica utilizam-se, sobretudo métodos preventivos como o uso de arbustos que eliminam a chegada de sementes ou evitar que se produzam mais sementes, ou através da aragem ou da queimada. Não obstante, nem todos os processos da agricultura ecológica são ‘naturais’. Na opinião de Mir, “toda a agricultura utiliza o que se denomina de tratamentos integrados”, uma mistura com processos e produtos da agricultura convencional.

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