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Ciencia Colombia
Antioquia, Lunes, 23 de junio de 2008 a las 12:00

Fibra de bananeira para renovar o Metrô

A empresa responsável pela manutenção utilizará novos materiais para substituir elementos que sofram muito desgaste como bancos e chãos
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CONTACTO-I/DICYT Desde a sua inauguração em 1996, o Metrô de Medellín se caracteriza pelas constantes inovações, que lhe permitem solucionar necessidades de transporte em massa no Vale de Aburrá, garantindo uma ampla cobertura enquanto mantém a eficiência nos custos e a qualidade no serviço prestado. Transportar grandes massas populacionais estabelecidas em Medellín e nos municípios vizinhos, sob condições bem particulares de relevo, exigiram da empresa a aplicação de recursos que facilitem a mobilidade da população de Medellín e Área Metropolitana.

 

Seguindo a busca por soluções, graças ao desenvolvimento recente, a empresa pretende cuidar localmente de alguns componentes dos vagões que sofram muito desgaste devido ao uso, como os bancos e chãos. Estas peças requerem substituição com certa freqüência, pois com o uso perdem as suas propriedades físicas até tornarem-se inutilizáveis. A substituição era feita sob altos custos, uma vez que as peças eram importadas e compradas dos fabricantes. Procurando alternativas que caminhassem rumo a uma produção local, o Metrô fez uma pesquisa com a Universidade Pontifícia Bolivariana e, com o apoio de Colciencias, se obteve um material para produzir os bancos e chãos com características técnicas adequadas para a utilização dentro dos vagões do metrô, utilizando como matéria prima a fibra da bananeira, usualmente desperdiçada. 

 

A utilização deste material gera economia em relação aos custos de reposição, quer pela substituição de importações, quer por utilizar um elemento que atualmente não é aproveitado. Adicionalmente, a tecnologia de novas matérias permitiu que as peças novas sejam mais leves que as originais, mantendo as especificações técnicas. Isto significa que os vagões que utilizem as novas peças serão um pouco mais leves, o que significa que consumirão menos energia para o transporte de passageiros.

 

Os materiais podem ser usados em outras aplicações, inclusive em peças adicionais do Metrô, por isso se propõe o desenvolvimento de uma linha de novos materiais e produtos que possam ser feitos na região, à base de sobras agroindustriais. Isso tudo faz prever um impacto social, já que permite às comunidades agricultoras encontrar outras fontes de sustento. Atualmente, a fibra da bananeira é fornecida por famílias pertencentes ao projeto Manos de Urabá através da Corporación Corbanacol. Adicionalmente, foram identificados provedores locais capacitados para fabricar industrialmente as peças solicitadas pelo Metrô partindo da fibra.

 

Esta empresa se apresenta como inovadora, com um sistema de transporte único no país. As linhas que comunicam a população entre Bello, Itagüí e o barrio San Javier, representam um sistema pioneiro na Colômbia em sua categoria. Além disso, o Metrocable corresponde à primeira aplicação de transporte em massa através de teleférico no mundo, através do qual o Metrô de Medellín conseguiu levar uma solução de mobilidade a uma população estabelecida numa colina de grande altitude, e, portanto a aplicação de outros meios de transporte teria sido pouco viável por questões econômicas e técnicas.

 

O estilo inovador do Metrô de Medellín também está presente no momento da manutenção de seu sistema. A empresa encontrou oportunidades de inovar através do desenvolvimento de provedores locais que forneçam serviços e partes de substituição com os quais se garante a operacionalização e a qualidade dos sistemas de transporte, com eficiência de custos.

 

Estas inovações contribuem para que o Metrô de Medellín continue prestando um serviço de alta qualidade aos moradores locais, enquanto mantém os custos acessíveis. Além do mais, são um exemplo do compromisso desta empresa como incentivador na geração de novas capacidades econômicas e desenvolvimento social na região.

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