Ciencia Brasil , Alagoas, Viernes, 20 de noviembre de 2009 a las 12:35

Laboratório de DNA Forense é procurado por outros estados

Mesmo ainda não muito conhecido dos alagoanos, o Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), vem desenvolvendo trabalhos, pesquisas e atendendo a outros estados

UFAL/Alagoas em Tempo Real/DICYT Mesmo ainda não muito conhecido dos alagoanos, o Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), vem desenvolvendo trabalhos, pesquisas e atendendo a outros estados. O Laboratório, que funciona no prédio do Museu de História Natural, no bairro do Farol, realiza testes de paternidade e deverá firmar uma parceria com o Centro de Perícias Forenses da Polícia Civil (Cpfor) para ajudar na elucidação de crimes e identificação de vítimas.

 

O biólogo Dalmo Almeida de Azevedo, que faz parte da equipe, que tem ainda mais 15 pessoas, entre estagiários, profissionais e orientandos de mestrado e doutorado, conta que o laboratório está em funcionamento com essa “nova cara”, desde 1997. De lá para cá, casos vindos do Espírito Santo, Ceará, Minas Gerais e Rondônia já foram encaminhados para o Laboratório. Um convênio firmado com a Polícia Civil do Mato Grosso, que já está chegando ao fim, e serviços para as Polícias de Sergipe e Pernambuco também estão na lista dos trabalhos realizados pelo Laboratório.

 

“Quando for firmada a parceria com a Polícia local, os peritos do Cpfor irão vir para o laboratório, utilizar o espaço, e daremos uma assessoria. Isso vai ajudar muito o trabalho da perícia da Polícia Civil, que tem algumas limitações por conta da falta de estrutura, o que não acontece, por exemplo, com a Polícia Federal, que tem uma ótima estrutura. Em relação a outros estados, sempre estamos recebendo material para fazer análises. Há casos muito complicados que passam por vários laboratórios e muitos desses chegam até nós também”, colocou Azevedo.

 

O biólogo explicou que a realização dos testes de paternidade, um dos víeis mais fortes do Laboratório, acontece de duas maneiras: via Tribunal de Justiça, que é gratuito, ou particular, por quem procura o local por conta própria. Azevedo disse que a maioria dos pedidos enviados pela Justiça é resultado de mutirões realizados na capital e no interior do estado.

 

“O teste de paternidade é um serviço oferecido gratuitamente para a comunidade, mas é preciso que a solicitação para o exame venha do Tribunal de Justiça. Quando ocorrem os mutirões, mandamos uma equipe que já faz coleta de material. No caso dos particulares, também fazemos e custa R$ 450”, disse Azevedo.

 

Para a realização dos exames, a equipe conta com equipamentos modernos. No caso dos testes de paternidade, todo o processo é feito lá, incluindo o isolamento do DNA para se chegar à obtenção do perfil genético. O material é colhido da mãe, do filho e do suposto pai. Em situações, onde o suposto pai é falecido, o laboratório recorre a parentes próximos como os pais, filhos ou irmãos.

 

Desaparecidos

 

O Banco de pessoas desaparecidas do Laboratório de DNA Forense já está em funcionamento e tem o objetivo de confrontar o material genético de parentes com o de corpos e ossadas que estão no Instituto Médico Legal (IML) sem identificação. Azevedo explica que o trabalho poderá ser intensificado e ter uma maior eficácia se houver uma cooperação entre a Polícia e o IML.

 

“Há ossadas que não se sabe de quem são, de repente pode ser de uma dessas tantas pessoas desaparecidas. Nós estamos colhendo material genético e não genético de familiares para fazer a verificação com esses restos mortais. Queremos aumentar mais ainda esse serviço para ajudar as famílias que sofrem sem saber o paradeiro de parentes”, afirmou o biólogo.