JST-Tec de Monterrey/DICYT Alfredo Espinoza Rhoton, José Ignacio Parra Vilchis e Hugo Isaac Pérez Álvarez, alunos do Tecnológico de Monterrey, bem como Eduardo Fauchey, regressaram com sucesso de sua viagem ao Goddart Earth Sciences and Technology Center da Agência Americana do Espaço e da Aeronáutica (NASA), a qual foram para calibrar o Fotômetro Solar que desenvolveram no México.
“Neste verão e nesta viagem foi possível provar e validar o funcionamento correto do fotômetro desenhado e desenvolvido no Tecnológico de Monterrey por estudantes da faculdade de eletrônica”, afirmou Luis Fernando González Pérez, Diretor do Centro de Desenho Eletrônico (CDE) do Campus Guadalajara e assessor dos jovens, que explica que a validação foi feita em instalações da agência espacial norte-americana, “na qual o pessoal da NASA, com os alunos do Campus, bombardearam o fotômetro com suas metodologias de prova”.
De outro lado, Gloria Faus Landeros, professora da Prepa Tec e Diretora no México e na América Latina do Grupo de Educação da NASA, comentou que além disso o pessoal da agência norte-americana confirmou que o aparelho desenvolvido pelos alunos será o recomendado aos usuários destes aparelhos, particularmente na Rede Globe, também da NASA.
González Pérez explicou que a validação feita neste verão conclui que, de todos os fotômetros desenvolvidos pelos agentes pertencentes à Rede Globe, aquele desenvolvido pelos alunos do Campus Guadalajara é o que melhor cumpre com as especificações técnicas do organismo norte-americano de funcionalidade, preço e desempenho.
Custará entre 150 e 200 dólares e tem a calibração de um fotômetro de seis mil dólares.
Mais de dois anos de trabalho
Note-se que este fotômetro é o primeiro aparelho de seu tipo desenvolvido no Tecnológico de Monterrey com o apoio da NASA, projeto em que trabalharam alunos da faculdade de Engenharia em Tecnologias Eletrônicas (ITE) há pouco mais de dois anos, sob a direção de Luis Fernando González e a assessoria de Edward A. Celarier, cientista da NASA e pesquisador do Goddard Earth Sciences and Technology Center, organismo em que se realizou a validação do dispositivo.
Os fotômetros solares são usados para conhecer a mudança de intensidade solar local pela presença de partículas que podem afetar a visibilidade e qualidade da atmosfera. Para os cientistas da NASA é importante ter informação local das partículas suspensas nos distintos pontos do planeta, que geralmente são coletadas por seus satélites.
De fato, fotômetros como o desenvolvido pelos alunos do Campus Guadalajara são usados na Rede Global Learning and Observations to Benefit the Environment (GLOBE), também da NASA, que realiza programas educativos internacionais. Essa organização pretende obter um aparelho mais preciso e econômico para distribuí-lo nas escolas que pertencem ao programa. A intenção é motivar os estudantes a observar o meio ambiente e promover a cultura do cuidado do planeta.
Patente e comercialização
Após o regresso de Washington, Alfredo, Isaac, Eduardo e José Ignacio trabalharão em algumas melhorias do dispositivo, entre elas agregar-lhe GPS, melhorar o desenho e atualizar componentes. Também, com o apoio do Campus Guadalajara, solicitarão a patente do dispositivo, desenvolvendo uma versão comercializável e criando uma empresa para iniciar a comercialização do fotômetro. A comunidade científica e os integrantes da Rede Globe já mostraram interesse no aparelho.
Na recente viagem dos estudantes envolvidos no projeto às instalações da NASA, estes também participaram em um congresso de aparelhos de medição de aerossóis no ambiente, no qual apresentaram seu fotômetro, inclusive conheceram a Brent Holben, fundador da rede de medição robótica de aerossóis, o Aeronet, que regula as calibrações dos fotômetros solares no mundo.
Para esta última fase, antes da comercialização, o COECYTJAL contribuirá através de seu Fundo de protótipos com 100 mil pesos.
Porta de oportunidades
Para os estudantes os resultados alcançados são importantes. “É um tema de abertura de oportunidades pois quero fazer mestrado e acredito que ao ter uma patente, uma publicação, seremos vistos de maneira distinta para entrar na pós-graduação”, afirmou Alfredo Espinoza.
Enquanto para Eduardo Fauchey é a oportunidade de “ter seu próprio projeto e empresa na qual inova e pode ser criativo”, Isaac Pérez comenta que o projeto foi a oportunidade de “conhecer pessoas importantes e também de fazer-se conhecer e começar a ver oportunidades de desenvolvimento, além de divulgar o que está sendo feito no México”.
Luis Fernando González disse que é um cenário que demonstra que o trabalho realizado como professor e como titular de um centro de pesquisas do campus, o CDE, gera resultados, funciona.
Finalmente, Gloria Faus afirma que é um orgulho ver até onde podem chegar seus alunos, que estiveram em um lugar privilegiado, no qual somente estão os melhores cientistas do mundo em sua área de especialidade.
O projeto do fotômetro solar nasceu da relação do Campus Guadalajara com o Grupo de Educação da NASA e da Rede Globe, que opera programas educativos internacionais. É importante enfatizar que o grupo de Educação da NASA contribuiu com o fotômetro solar a partir do qual os estudantes iniciaram a criação do novo.