Ciencia Ecuador , Cañar, Martes, 18 de mayo de 2010 a las 15:48

O Instituto de Investigações Agropecuárias pesquisa o controle de caracóis no arroz

Os danos ocasionados aos cultivos de arroz colocam em perigo sua rentabilidade e afetam diretamente os custos de produção, devido ao uso indiscriminado de pesticidas

INIAP/DICYT Entomólogos e especialistas do Programa Nacional de Arroz da Estação Experimental do Litoral Sul do Instituto Nacional de Investigações Agropecuárias (INIAP) realizam pesquisas sobre o manejo e controle do caracol Pomacea canaliculata, uma praga que apareceu pela primeira vez em cultivos de arroz de San Mauricio no distrito El Triunfo, em 2005, convertendo-se a partir de então na principal praga de cultivo de arroz e em uma séria ameaça a todas as áreas arrozeiras do país. Os danos que ocasionam os caracóis aos cultivos de arroz em sua primeira fase de crescimento põem em perigo sua rentabilidade e afetam diretamente os custos de produção, devido ao uso indiscriminado de pesticidas para controlar a praga, os quais provocam a morte de outros caracóis nativos e de organismos benéficos presentes no arroz, gerando desequilíbrios ambientais irreparáveis.

 

Entre as recomendações feitas pelos investigadores do INIAP para minimizar os danos do caracol, em cultivo direto ou por transplante de mudas de arroz, exige-se o nivelamento dos solos e, antes da drenagem, a construção de pequenas cercas próximas às entradas dos canais de irrigação, no centro e ao redor das piscinas, que permitam coletar ou aplicar moluscicidas–inseticidas de forma conduzida, a fim de reduzir o uso indiscriminado de praguicidas.

 

Construir cercas de cana nos canais de água para que os caracóis ovipositem e as desovas rosadas sejam recolhida e eliminadas, evita o aumento da população. Outra opção de controle físico é colocar malhas de arame, nylon ou de cana nas entradas e saídas dos canais, para capturar os adultos e proceder a sua eliminação. O gavião-caracoleiro junto a outras aves como patos e carquejas-de-bico-manchado atuam como controladores naturais da praga, razão pela qual se recomenda evitar sua caça.

 

Caso se recorra a produtos químicos, podem ser aplicadas iscas granuladas a base de Metaldeído 5% (Matababosas, Babotox, Deadine, Ortho B) nos lugares de maior concentração, depois de irrigar o cultivo principalmente no período da tarde, em doses de 4 a 12 kg/ha. Como são muito tóxicos para animais domésticos, recomenda-se que as crianças sejam mantidas a distância da zona da aplicação das iscas.

 

Também pode ser aplicado Metiocarb (Mesurol, Draga) nos locais destinados às armadilhas, em doses de 1,5 a 2 litros por ha. Deve-se prestar especial atenção a evitar produtos de faixas amarelas e vermelhas, em razão de sua alta toxidade para humanos, animais, organismos benéficos e meio ambiente.