Ciencia Portugal , Castelo Branco, Jueves, 28 de mayo de 2015 a las 14:07
INESPO II

Universidade da Beira Interior estuda a forma de melhorar o desempenho dos nadadores

Um software simula o comportamento do corpo humano na água e ajuda a aperfeiçoar as técnicas e design das roupas e equipamentos desportivos

José Pichel Andrés/DICYT O Departamento de Ciências do Desporto da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade da Beira Interior (UBI) está a estudar alguns fatores que determinam o desempenho desportivo através de um software que simula o comportamento do corpo humano em desportos como natação. O trabalho dos investigadores serve para as empresas projetarem melhores roupas e equipamentos desportivos e para os próprios atletas aperfeiçoarem o seu estilo.

 

Daniel Almeida Marinho, professor na UBI a trabalhar nesta linha de investigação, voltou-se para o estudo da natação por interesse pessoal após ter sido nadador e treinar deste desporto, que “implica adaptações individuais devido à especificidade do ambiente aquático”.

 

Os seus estudos baseiam-se principalmente em dinâmica de fluidos computacional, “uma ferramenta de software utilizada para simular o comportamento de um fluido, como o ar ou a água, em torno das estruturas físicas que podem ser o próprio corpo humano ou o equipamento desportivo”, explica a DiCYT.

 

Quando analisam a pressão ou a velocidade do fluxo em um determinado ponto, os cientistas obtêm uma informação valiosa. “Isto permite compreender a intensidade da resistência hidrodinâmica durante a natação e a influência dos fatos de banho, óculos ou toucas”, comenta o especialista.

 

Também permite compreender como o diferente posicionamento do nadador pode melhorar a sua força de propulsão, por exemplo, a posição das mãos; em uma competição de natação, as viragens são também cruciais para maximizar a velocidade de nado. Todo esse trabalho é feito “sem alterar o treinamento do nadador porque os testes são realizados graças à tecnologia informática, em um ambiente virtual", salienta o investigador.

 

Informação para os atletas

 

"Tentamos dar informações específicas sobre a técnica desportiva, particularmente sobre as alterações que podem afetar o desempenho”, diz Daniel Almeida Marinho “bem como informação sobre os melhores métodos de treinamento e recuperação desportiva”.

 

Da mesma forma, a dinâmica de fluidos computacional também é útil em outros desportos. Por exemplo, para analisar a posição de um ciclista sobre a bicicleta ou a utilização de diversos acessórios para este desporto, como capacetes.

 

Um aspecto muito importante desta pesquisa é que está a introduzir inovações no mercado em colaboração com empresas. Voltando para a água, encontramos uma destas novidades no campo das embarcações desportivas: o Departamento de Ciências do Desporto colabora com a empresa Nelo Kayaks, líder de mercado no desenvolvimento e comercialização de barcos a remo e canoagem.

 

Outros estudos em conexão com a economia produtiva põem o foco em diferentes fatos de banho usados pelos nadadores para descobrir qual o mais adequado para cada indivíduo. Assim, os investigadores da Universidade da Beira Interior estão a contribuir para o desenvolvimento tecnológico de uma marca que ainda não podem revelar, ao não terem concluído o trabalho. Os dados hidrodinâmicos podem ser usados “no desenvolvimento de equipamentos mais eficientes, a produzirem menos resistência e ajudarem a aumentar a força propulsora do atleta”, diz o investigador.