Ciencia Portugal , Oporto, Miércoles, 14 de octubre de 2015 a las 10:29

Universidade do Porto traça diagnóstico à qualidade do ar dos infantários e escolas

A ocupação excessiva e as atividades das crianças, bem como a ventilação deficiente e as atividades de limpeza foram as principais causas identificadas

UP/DICYT O contexto escolar tem grande impacto na exposição das crianças à poluição do ar, especialmente nos infantários (creches e jardins de infância). Foi esse o mote que levou uma equipa de investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), em colaboração com investigadores da Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP) e do Centro Hospitalar de S. João, EPE, a aprofundar o conhecimento da associação entre a exposição à poluição do ar interior e o desenvolvimento da asma infantil.

 

As principais conclusões do estudo, que incidiu em infantários, creches e escolas primárias da área metropolitana do Porto e do distrito de Bragança, apontam para diversos problemas associados à qualidade do ar interior, nomeadamente concentrações elevadas de dióxido de carbono (CO2) e de poeiras (partículas), bem como algumas situações de elevadas concentrações de compostos orgânicos voláteis e de radão (gás natural radioativo), que causam preocupação por terem influência na saúde respiratória das crianças. A ocupação excessiva e as atividades das crianças, bem como a ventilação deficiente e as atividades de limpeza foram as principais causas identificadas.

 

De acordo com Sofia Sousa, investigadora responsável do projeto, os resultados demonstram “a existência de uma série de problemáticas recorrentes na qualidade do ar em infantários e escolas primárias que merecem atenção, algumas das quais podem ser abordadas com a aplicação de medidas corretivas de fácil execução que já fomos transmitindo às instituições envolvidas”.