Empresa de Zamora melhora lentes para aumentar o rendimento de iluminação de micro LEDs
Antonio Martín/DICYT A empresa de Zamora Novalux Microled System, que assumiu o negócio da GCE Solar em maio deste ano, desenvolve atualmente várias linhas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) encaminhas à obtenção de sistemas ópticos que melhorem os rendimentos de iluminação em interiores e exteriores de micro LEDs. Fabricante de lâmpadas e outros dispositivos de distribuição de luz com um sistema de maximização energética denominado microled plus, o departamento de PD&I desta empresa procura melhorar as lentes que distribuem esta luz (o conjunto óptico) para conseguir um produto mais competitivo no mercado.
Como explica o coordenador de PD&I da empresa, Juan Manuel Bragado, cuja planta se localiza em Villaralbo (localidade próxima à capital), “as principais linhas de pesquisa, desenvolvimento e inovação estão atualmente dirigidas a melhorias de interiores e a luminárias e postes de luz exteriores”, afirmou a DiCYT. A empresa dedica suas atividades à fabricação de dispositivos de iluminação pública e privada em zonas industriais e ao desenvolvimento de produtos relacionados à energia solar.
Na área de melhorias na iluminação de interiores, a empresa desenvolveu dispositivos de distribuição de luz que estão energeticamente abaixo dos níveis de eficiência, isto é, consomem muito menos que o estipulado pelo Regulamento de Eficiência Energética, explica Bragado. Desta maneira, “obtiveram-se rendimentos entre 100% e 180% menos de consumo em produtos destinados à iluminação de interior”, afirma. Estes dispositivos são lâmpadas halógenas e de 3W de potência, “enquanto uma lâmpada halógena convencional costuma ter 35W”. Estas luminárias têm uma vida útil de 50.000 horas, o que equivale a 12 anos de uso, comparado às 16.000 horas de funcionamento das convencionais, afirma. Em testes de laboratório as lâmpadas resistiram a 420.000 liga/desliga, enquanto que “uma média de 20 liga/desliga ao dia significam 70 anos de vida”.
No entanto, os halogênios normais possuem atualmente uma vantagem frente a estes produtos, que já estão no mercado. Seu raio de iluminação está entre 80 e 120 graus. As lâmpadas desenvolvidas por Novalux Microled System chegam agora a 40 graus. Por este motivo, os engenheiros da empresa procuram melhorar os sistemas ópticos (lentes situadas em frente aos micro LEDs) para alcançar o raio das convencionais.
Bragado lembra que as lâmpadas halógenas desenvolvidas em Villaralbo “oferecem um grande rendimento em balcões de lojas, já que não só reduzem o consumo direto, mas o fazem por ar-condicionado”. As halógenas normais geram muito calor e o uso deste tipo de lâmpadas faz com que seja necessário o uso de ar-condicionado nestes locais em certas épocas do ano. “Agora, os estabelecimentos que usam este sistema utilizam somente o ar-condicionado entre junho e agosto”, resume.
Faróis e postes de luz
Em iluminação exterior, busca-se também a melhora óptica das luminárias. Neste caso, a empresa conseguiu desenvolver luminárias eficientes de até 12 metros de altura, mas para chegar aos 15 necessitariam uma melhor distribuição da luz. “Os halogênios metálicos atuais, nossos rivais, são capazes alcançar essa boa distribuição”, expressa o coordenador de PD&i. Conseguir esta altura não impede ser eficiente em outras muitas coisas. “Temos pequenas cidades que já estão inteiramente iluminadas”. Semáforos de 12 a 15 metros de altura são exigidos em determinados locais, como polígonos industriais e pedágios. Na cidade, por exemplo, sua altura é muito inferior, entre 6 e 9 metros. Nas estradas ou grandes avenidas, os semáforos podem medir de 9 a 12 metros. A mesma margem de melhoria destes semáforos esperam conseguir os técnicos com a iluminação por holofotes em quadras de esportes ao ar livre. Neste campo também trabalham na melhoria de lentes que distribuem a luz dos micro LEDs.
A base deste desenvolvimento é o microled plus, uma tecnologia que utiliza um dissipador de calor de alumínio que reduz a geração de calor. “Uma lâmpada incandescente convencional gera 90% de calor e somente utiliza 10% da energia para produzir luz, de maneira que não podemos tocar-lhe. Com o micro LED, por outro lado, obtêm-se 90% de luz e somente 10% de calor”, afirma o especialista. Novalux Microled System, nova denominação de GCE Solar, empresa criada em agosto de 2009, comercializa este sistema patenteado exclusivamente na Europa, indica Bragado.