Nutrition Mexico , México, Friday, May 11 of 2012, 14:26

Microorganismos eliminam metais pesados

O projeto se foca na remoção de ferro, zinco e cádmio

Agência ID/DICYT A fim de recuperar metais pesados de efluentes provenientes da indústria metalúrgica (cunhagem) ou de revestimento (cromo, níquel, etc.), os especialistas do Instituto Potosino de Investigação Científica e Tecnologia (IPICyT) desenvolvem um processo de remoção através de microorganismos sulfatorredutores (metabolizam sulfato).

 

De acordo com a doutora Lourdes Berenice Celis García, titular da pesquisa, o processo consiste em tratar a água contida nos metais dissolvidos em um reator biológico de leito fluidificado inverso.

 

A especialista explicou que este reator consiste em um recipiente cilíndrico, de aproximadamente 2,4 litros de capacidade, cheio de líquido (com sulfato) e os microorganismos estão aderidos a partículas de plástico que flutuam nele.

 

Logo, os microorganismos realizam o metabolismo do sulfato para produzir sulfuro; este último, ao entrar em contato com os metais pesados dissolvidos, produz sua precipitação.

 

O material precipitado, afirma a pesquisadora do IPICyT, consiste em sulfuros metálicos recuperados pela parte inferior do reator e poderá ser utilizados para reciclar o metal. Para tanto, será necessário separar o metal do sulfuro através de um processo químico.

 

Com relação à água tratada (que sai do reator), Celis García indica que poderia ser desaguada sem risco de causar danos ecológicos, já que os microorganismos consumiram tanto o sulfato, quanto os contaminantes orgânicos, além de eliminar os metais pesados dissolvidos.

 

A especialista deste Centro Público de Pesquisa Conacyt especifica que para realizar o projeto focou-se na remoção de ferro, zinco e cádmio, como modelos de metais suscetíveis de precipitar-se com sulfuro.

 

No caso das partículas de plástico, a doutora Celis afirma que foi necessário utilizar polímeros de baixa densidade para que flutuassem na água, de modo que optaram por moer pequenas esferas de polietileno para obter partículas de 1 a 3 milímetros passíveis de dar suporte aos microorganismos.

 

A pesquisadora do IPICyT indica que os microorganismos sulfatorredutores estão presentes naturalmente em muitos ambientes como sedimentos de rios e lagos ou, inclusive, águas termais sulfurosas; no entanto, os utilizados no projeto provém de lodos metanogênicos de uma planta de tratamento anaeróbico (que contém bactérias anaeróbicas que descompõem a matéria orgânica e formam metano).

 

Por outro lado, a doutora Lourdes Berenice Celis García reconheceu que atualmente sua equipe de trabalho focou-se em aspectos básicos da geração de sulfuro pelas bactérias, o que adiou o dimensionamento do desenvolvimento.