Nutrition Spain , Salamanca, Wednesday, May 15 of 2013, 15:01

Extratos vinícolas para produtos cosméticos e alimentícios

Universidade de Salamanca e Vinícola Matarromera trabalham em um novo projeto de pesquisa

José Pichel Andrés/DICYT O Grupo de Investigação em Polifenóis da Faculdade de Farmácia da Universidade de Salamanca participa de um novo projeto de PD&I junto à Vinícola Matarromera, de Valladolid. O objetivo é aproveitar os extratos de subprodutos vinícolas na fabricação de cosméticos ou complementos alimentares, para o que é necessário caracterizar previamente estes compostos.

 

Celestino Santos Buelga, catedrático de Nutrição e Bromatologia da Universidade de Salamanca, é o responsável pela parte mais básica deste projeto que reúne a pesquisa científica e a inovação empresarial, contando com uma grande experiência no campo da biotecnologia. “Para a indústria de alimentos é muito difícil posicionar-se no mercado, a única possibilidade é oferecer algo que tenha valor agregado ou que o consumidor interprete como tal, algo que agrade”, indica em declarações à DiCYT.

 

Nessa busca e em um contexto no qual se exige uma grande força dos produtores considerados naturais para substituir os químicos, uma empresa do setor do vinho, como a Matarromera, há tempos aposta pelo desenvolvimento de novos produtos e o apoio da Universidade de Salamanca é fundamental.

 

O grupo de pesquisa de Celestino Santos é especialista em polifenóis, moléculas que estão presentes em grandes quantidades na videira, as quais se atribuem propriedades antioxidantes, o que significa que são benéficas para o sistema cardiovascular ou para retardar o envelhecimento, por exemplo. Assim, são promovidos como parte de compostos destinados tanto para a indústria dos alimentos, quanto para cremes ou géis destinados à pele. Por sua vez, o Grupo Matarromera dispõe da Planta de Extração de Polifenóis em Valbuena del Duero, a única da Europa com estas características.

 

Trabalho inicial

 

Após a prensagem das uvas, os especialistas podem extrair os polifenóis tanto do sumo, como da pele. O trabalho da Universidade de Salamanca, que consiste em determinar as características destas moléculas, é fundamental para o posterior desenvolvimento de complementos alimentícios ou de cosméticos, já que a empresa tem um ramo comercial nesta linha. Incluso dispõe de um spa próprio no qual utiliza e vende estes produtos, enquadrados dentro da cosmética natural e drogarias.

 

“Trata-se de desenvolver algumas fórmulas otimizadas do que já está sendo explorado”, explica o especialista do Grupo de Investigação em Polifenóis. De fato, há tempos Matarromera trabalha nesta linha, mas agora inicia uma nova fase graças a que, junto à Universidade de Salamanca, conseguiu o financiamento de um projeto INNPACTO, do Ministério de Economia e Competitividade, que entre 2013 e 2015 explorará este campo, apoiados também pelo Instituto de Investigação em Ciências da Alimentação (CIAL-CSIC), um centro misto do Conselho Superior de Investigações Científica e da Universidade Autônoma de Madri.